Ninguém tira o mérito às saborosas salsichas e à cerveja da Baviera, mas limitar esta extraordinária região da Alemanha a estas duas iguarias seria uma injustiça. O que nós propomos é um programa desenhado para dar a conhecer a verdadeira beleza da Baviera através da chamada Romantische Straße, a Estrada Romântica.

O pós-guerra foi um período de grave crise económica, particularmente para a Alemanha, que teve de reconstruir as suas cidades, ultrapassar o trauma da guerra e da ditadura e apertar o cinto. Os agentes turísticos alemães tiveram, porém, uma ideia que se revelou frutífera não só no combate à crise nacional mas também para a afastar a imagem da Alemanha associada ao terror de Hitler. Essa ideia consistia na criação de uma rota que atravessasse cidades e castelos pitorescos da Baviera, de maneira a dinamizar novamente o turismo da zona e contribuir para uma nova reputação da Alemanha como hospitaleira, amigável e inserida na história e cultura da Europa.

O projecto funcionou: daquilo a que chamaríamos hoje um rebranding, nasceu em 1950 a rota da Estrada Romântica entre Würzburg e Füssen, que atrai em primeiro lugar os soldados americanos que ali lutaram e que desejavam mostrar às famílias os locais onde tinham estado. Hoje, a Romantische Straße orgulha-se de deter o primeiro lugar no pódio das rotas turísticas mais visitadas na Alemanha, somando por volta de 5 milhões de visitantes por ano. O sucesso da estrada foi tão tal que o seu modelo se exportou para os Estados Unidos, Brasil, Japão e Coreia do Sul.

A imagem e os mitos que se construíram em torno da Romantische Straße também contribuíram para o seu êxito: muitos alegam a história ancestral desta estrada, com origem em rotas romanas que outrora ali se estabeleceram. Embora isso seja em parte verdade, pelo menos nalgumas áreas que actualmente a estrada atravessa – e dos romanos vem o baptismo da estrada como “Romântica“ –, a Romantische Straße é mais uma invenção do século XXI do que uma rota milenar.

Pode não ser uma estrada histórica, mas é uma estrada pela história: ao longo dos seus cerca de 360 km, cidades medievais, castelos fantasiosos, vales e rios, mosteiros perdidos e casas coloridas em enxaimel – em suma, muita história e cultura – pontuam a estrada e tornam-na imperdível. A nossa sugestão tem como ponto de partida Munique, para daí se verem as incríveis vilas de Regensburg, Nuremberg e Rothenburg ob der Tauber, locais que não vêm frequentemente sugeridos nos tops dos guias turísticos da estrada, mas que são tão ou mais importantes que aqueles que são mais visitados (com excepção de Rothenburg, embora esta vila turística seja tão obrigatória que não a pudemos excluir deste itinerário), terminando em grande o nosso programa no castelo de Neuschwanstein.

Cambridge

Resumo de Viagem

Motivos: A Estrada Romântica da Baviera

Lugares marcantes: Rothenburg ob der Tauber; Munique; Castelo de Neuschwanstein

Esforço Físico: Fácil

20%

Nº de Pessoas: 10 a 30

40%

Dias: 3

40%

A Nossa Sugestão

Munique: Residenz

Resumo: O antigo palácio real Residenz de Munique é um amplo complexo arquitectónico que se distingue como o maior palácio urbano da Alemanha, dividido em três edifícios. Com origens no século XIV, o edifício actual remonta, contudo, ao tempo do rei Ludovico I da Baviera, da primeira metade do século XIX, embora uma parte significativa do complexo tenha sido arrasada pelos bombardeamentos da Segunda Guerra Mundial, posteriormente restaurados ou reconstruídos. Das 130 salas e 10 pátios que o palácio aporta, ricamente decoradas com mobília, pinturas, e esculturas, destacamos o Antiquarium, magnífico corredor completamente decorado para exposição de arte antiga, construído entre 1568 e 1571; a Ahnengallerie, de 1726-1731, em estilo rococó com predominância do ouro sobre dourado; e, finalmente, o tesouro acumulado pelos aristocratas. O tesouro está guardado ao longo de dez salas, englobando peças de antes do ano mil até ao século XIX, muitas delas de enorme valor histórico e artístico.

Regensburg: Basílica de Santo Emerão

Resumo: Fundada em 739, a basílica de Santo Emerão foi originalmente uma abadia prestigiada, com uma valiosa biblioteca, tornando-se um importante centro cultural e artístico de Regensburg. Muitos dos seus antigos tesouros constam hoje no Residenz de Munique. No século XVIII, a abadia recebe uma importante campanha de obras que lhe confere o seu aspecto actual, projectado pelos irmãos Asam – escultores, pintores e arquitectos, importantes representantes do barroco alemão, que dão vida a obras-primas como a capela Asam em Munique. A igreja actual da abadia é dominada pela cor branca e laivos dourados dourados e enriquecida pelo trabalho de estuque e pinturas, que lhe conferem um certo ilusionismo e teatralidade característica do serviço de uma igreja barroca. Aqui, o estuque, o espaço, as pinturas e as esculturas trabalham em conjunto para criar uma obra de arte total e unificada. Tem 20 altares e vários monumentos funerários onde repousam santos, imperadores, reis e duques. Em 1812, os edifícios da abadia são concedidos aos Príncipes de Thurn e Taxis e o complexo é convertido numa residência palaciana, hoje visitável, com 517 salas.

Regensburg: Altes Rathaus

Resumo: Ainda na cidade de Regensburg, é visitável o antigo edifício da Câmara Municipal, de origem medieval, datado do século XIII em diante. Este edifício, constituído por três secções – a torre, a câmara gótica imperial e a nova Câmara Municipal barroca –, assistiu a momentos significativos da história política local: de 1663 a 1806, a Assembleia Perpétua Imperial reuniu-se aqui e tomou decisões importantes. No percurso museográfico do monumento, é ainda possível visitar a câmara de tortura, na qual, ainda hoje, se preservam alguns dos instrumentos usados para questionar e torturar as pessoas para ali levadas. Além das histórias dos eventos que aqui decorreram, o próprio edifício é um pretexto para a visita. Decorado à época, no seu interior mantêm-se várias divisões com a sua original aparência medieval, destacando-se os tectos em madeira, a mobília, as obras de arte que o adornam e os pormenores arquitectónicos.

Rothenburg ob der Tauber: Plönlein

Resumo: Na vila medieval de Rothenburg ob der Tauber, a mais bonita e famosa da Estrada Romântica, existe uma pequena praça que, embora modesta em tamanho, é o local mais fotografado de toda a vila. A razão que levou esta praça a tornar-se a mais cobiçada pelos fotógrafos – profissionais ou amadores –, é pela sua beleza digna de postal: composta por coloridas casas medievais em enxaimel, típicas desta zona sul da Alemanha, com a pequena fonte no centro e as duas torres Kobolzeller e Siebers, também elas pitorescas, é criado um efeito cénico que em Rothenburg ob der Tauber não tem a sua melhor realização senão nesta praça chamada Plönlein. O seu nome deriva do latim planum, termo que significa “praça plana”. Em 1204, quando a vila de Rothenburg é ampliada, estas torres seriam erguidas como portas defensivas para a cidade, dando acesso ao vale do rio Tauber. Do pescado que se trazia do rio, os pescadores guardavam-no na estrutura de madeira em caixa, perto da fonte, até ao dia em que o mercado se realizava.

Nuremberg: Kaiserburg

Resumo: Do ano mil até aos tempos que correm, o castelo da cidade medieval de Nuremberg é a referência arquitectónica da cidade, tendo até sobrevivido aos devastadores ataques aéreos à vila ocorridos durante a Segunda Guerra Mundial, embora com graves danos e perdas, algumas das quais nunca recuperou. Este enorme complexo arquitectónico acastelado, um dos mais relevantes em toda a Europa, tem um carácter duplo, constituindo-se pelo Kaiserburg e Burggrafenburg, e exerce funções defensivas, como uma fortificação para a cidade, e ainda residenciais, para as autoridades imperiais. Aos vestígios do Burggrafenburg, datado de 1192 e quase totalmente destruído em 1420, e ao Kaiserburg, com o poço, a torre Sinwell, a capela dupla, o palácio e outras estruturas, datado de 1200, acrescem outros ricos edifícios urbanos que também são dignos de nota. O Kaiserburg foi o centro da política da Francónia desde os seus primeiros dias, e posteriormente da cidade imperial de Nuremberg, tendo aqui permanecido, ao longo de várias ocasiões, todos os reis e imperadores alemães.

Nuremberg: Casa de Albrecht Dürer

Resumo: Em Nuremberg nasce, em 1471, o mais importante pintor alemão e um dos mais importantes pintores renascentistas da Europa, Albrecht Dürer. Dürer conquistaria esta reputação através da sua inovação, exímias capacidades de desenho e de pintura, igualadas por poucos na sua altura, e ainda pelas suas gravuras de alta qualidade. Esteve em diálogo com artistas incontornáveis do seu tempo, tais como Rafael e Leonardo da Vinci, torna-se conhecido em toda a Europa e em 1512 é apadrinhado pelo Imperador Maximiliano I como um pintor imperial. No auge da sua carreira, compra no ano de 1509 uma casa considerável para o seu tempo, em Nuremberg, onde vive 20 anos até morrer. O interior desta casa oferece uma atmosfera autêntica do século XVI, apresentando ainda exposições com objectos artísticos da cidade e cópias valiosas das pinturas de Dürer.. Em adição a isto, é também visitável a sua antiga oficina de impressões e de pintura, nas quais se demonstram diariamente, através de objectos da época, as técnicas usadas.

Castelo de Neuschwanstein

O castelo de Neuschwanstein é um dos símbolos culturais e arquitectónicos da Baviera e da Alemanha, mas também um dos mais conhecidos castelos europeus do século XIX. O seu projecto e construção resultam de um sonho de Ludovico II da Baviera em construir um palácio para o seu futuro repouso, guardado pelas montanhas. Iniciada a sua construção em 1869, o castelo de Neuschwanstein insere-se no contexto da arquitectura romântica europeia que buscava nos antigos castelos e construções medievais a sua inspiração. Desta maneira, Ludovico II vai destruir os dois castelos que ocupavam este local com o desejo de construir a sua própria fortificação palaciana inspirada em castelos visitados durante viagens a França e a Wartburg. O rei patenteou no seu plano arquitectónico uma interpretação romântica da Idade Média, incorporando no edifício elementos românicos, góticos e bizantinos que deram resultado a um aspecto fantasioso e eclético. O sonho do rei em fazer deste imponente castelo o seu refúgio no meio das montanhas nunca se cumpriria, após a sua morte em 1886. O castelo abriria ao público pouco tempo depois do seu falecimento, tornando-se uma das maiores atracções turísticas na Alemanha, tendo sido, até hoje, visitada por mais de 61 milhões de pessoas.

Munique

Lugares

Começamos pelo ponto mais turístico, a praça principal Marienplatz, estabelecida na Idade Média, começou por ser um local de festas e torneios. O seu nome vem do pedido de ajuda e agradecimento à Virgem Maria pela protecção de peste e epidemias. Bem perto, temos a Viktualienmarkt. Trata-se de uma praça onde se desenrola o mercado mais famoso de Munique. Funciona todos os dias e segundo a tradição, são pequenos produtores que vêm à cidade vender os seus produtos. Pode não ser bem assim, mas consegue ter um ar bem tradicional

Müllersches Volksbad – Para algo completamente diferente, uma piscina aberta ao público e considerada uma das mais bonitas da Europa. Num edifico de arte nova consegue-se uma mistura de sauna, piscina banhos a vapor. Tudo num edifício que mistura estátuas de bronze, murais e estuques. Pode-se entrar para apenas espreitar ou experimentar a qualidade da água.

Estação de metro Westfriedhof – Talvez uma estação de metro não seja assim uma sugestão óbvia, mas se a oportunidade aparecer, é aproveitar. Quando se chega à plataforma da Estação Westfriedhof, deparamos-mos com enormes lâmpadas abobadadas empoleiradas em cima da nossa cabeça. Cada lâmpada emite um brilho quente de néon e projecta sombras na plataforma. Inaugurado em 1998, Westfriedhof é um dos exemplos mais fantásticos de arquitectura no U-Bahn. Quando as paredes do túnel foram reforçadas, eles criaram estruturas parecidas com rochas que foram deixadas descobertas como um recurso de design. Esses recursos semi-naturais são um forte contraste com o estilo arquitetónico do restante da plataforma.

Volkssternwarte München – Um pequeníssimo e encantador observatório em Munique. O Volkssternwarte München (Bavarian Public Observatory Munich) inclui um planetário exclusivo dos anos 50, quatro grandes telescópios, uma exposição com uma considerável colecção de meteoros e uma série de fotos  incluindo algumas fotos incrivelmente detalhadas da Estação Espacial Internacional. Todos os dias das 20.00h às 21.00h

Mondstrasse 14 – O bairro de Untergiesing, em estilo de vila, era dominado principalmente por fazendas e só foi urbanizado durante o século XIX; como tal, ainda contém muitas pequenas casas pitorescas e antigas casas de fazenda. A Mondstrasse 14 é um endereço particularmente impressionante, pois tem vista para uma pequena ponte e canal que passa por baixo, levando os locais a chamá-la de “klein Venice” – Pequena Veneza. No Mondstrasse 14, um antigo boticário, o prédio é de propriedade de artistas locais, com um ateliê maravilhoso que às vezes é aberto ao público durante festivais de arte de rua ao ar livre.

 

Munique Igrejas

IGREJAS

Peterskirche
Igreja de São Pedro (Peterskirche) é a igreja paroquial mais antiga de Munique e fica em Petersberg, uma pequena colina originalmente colonizada por monges. Construída em estilo gótico em 1386, a igreja foi alterada em 1836 com a colocação de um coro barroco com três absides, enquanto a torre recebeu um domo de lanterna no lugar dos seus pináculos góticos anteriores. Os destaques do interior incluem a fonte de Hans Krumper, os monumentos de mármore vermelho de Erasmus Grasser e o Altar Schrenk do século XV, com suas esculturas da Crucificação e do Juízo Final. Também digno de nota é o altar-mor do século XVIII, com 20 metros de altura e figuras dos Quatro Padres da Igreja e de São Pedro. Também vale a pena ver as pinturas em painéis de Jan Polack nas paredes do coro, assim como o altamente considerado altar da Virgem da Misericórdia (Mariahilf-Altar) de 1756. Finalmente, a torre de 299 degraus – famosa por seus oito mostradores de relógio combinada por oito sinos – atinge uma altura de 91 metros e oferece vistas panorâmicas até os Alpes. Destaque ainda para as relíquias de Santa Munditia e para uma certeza estranheza na forma com nos aparece.   

Igreja de Saint Johann Nepomuk  Os irmãos Asam, Egid Quirin Asam e Cosmas Damian Asam, eram mestres barrocos, mas em nenhum lugar os seus gostos eram tão sumptuosos quanto a sua própria capela particular. Oficialmente chamada Igreja de Saint Johann Nepomuk, a igreja é mais conhecida como Asamkirche (ou Igreja Asam) em homenagem aos irmãos. Foi construído entre 1733 e 1746, e pretendia ser o seu próprio retiro espiritual dourado sendo ricamente decorada com figuras de estuque, afrescos e pinturas a óleo. Embora o seu exterior seja impressionante o suficiente, particularmente a grande porta ladeada por enormes colunas e coroada por uma figura de São João ajoelhado em oração, é o interior que a torna mais memorável. Os destaques incluem uma grade de ferro forjado de 1776 que separa as figuras de estuque dos santos da longa nave com suas galerias. Na cornija projetada sob o teto, há um magnífico afresco que retrata a vida de São João. A característica mais notável do interior, porém, é o altar-mor, cercado por quatro colunas retorcidas e sobre o qual fica um santuário de vidro contendo uma figura de cera do santo padroeiro da igreja. 

Catedral de Nossa Senhora – Originalmente construída no século XII, ainda servindo como igreja paroquial da diocese de Munique e ostentando duas torres com cúpulas de cobre, a Frauenkirche (Igreja de Nossa Senhora) em estilo gótico tardio simboliza muitas coisas: a herança católica da Baviera, o horizonte da cidade de Munique e as tentativas da cidade de se reconstruir após a Segunda Guerra Mundial. A própria catedral sofreu uma reconstrução meticulosa, pois grande parte dela foi destruída durante a guerra.As torres maciças de 100 metros de altura, com as suas cúpulas características da Renascença, erguem-se sobre um edifício alto de 109 metros de comprimento por 40 metros de largura. Os destaques dentro da catedral incluem a Tumba do Imperador Ludwig da Baviera, um retábulo da Assunção de Peter Candid em 1620 e a fonte de mármore vermelho barroco no Batistério, com seu Cristo Doloroso do início do século XIV.
Uma curiosidade popular é a estranha pegada no chão da varanda, que se diz ter sido deixada pelo diabo depois de ele ter vindo inspeccionar a igreja. 

Igreja do sagrado Coração – Um exemplo único e altamente moderno de uma igreja da Europa Central, o Herz-Jesu-Kirche, no bairro ocidental de Neuhausen. Sendo Munique uma cidade mais conhecida pelos seus edifícios mais tradicionais, a congregação desta paróquia católica optou por abraçar um prédio de vidro azul semi-transparente com um design subtil de pregos (como na cruz de Jesus) entrelaçados no exterior. A igreja tem um interior de madeira cheio de luz com um design muito contemporâneo e

Sinagoga Principal – As sinagogas de Munique, juntamente com a maior parte de sua comunidade judaica, morreram tragicamente no Holocausto; mas a comunidade experimentou um reavivamento nas últimas décadas, graças principalmente a imigrantes de antigos países soviéticos. Esta sinagoga principal foi reconstruída em 2005. Localizada no centro de Munique, apresenta pedras importadas de Jerusalém, emprestando um toque de tradição antiga, enquanto coberta com um cubo de vidro ultramoderno que representa as tendas que o povo judeu usou no deserto como recontado no Antigo Testamento. A maior parte do interior da sinagoga, por motivos de segurança, está localizada no subsolo.

Igreja de São Miguel –A maior igreja renascentista ao norte dos Alpes, St. Michael’s, foi concluída em 1597, com um alto tecto abobadado na nave. O altar de três andares tem um retábulo de 1587 de São Miguel lutando contra o diabo. Os quatro relevos de bronze que datam de 1595 foram destinados ao túmulo do duque Guilherme V, enquanto nas capelas laterais estão algumas belas pinturas e um precioso relicário de Santos Cosmos e Damião de 1400. A importância histórica da igreja está na Cripta Real (Fürstengruft) abaixo do coro, onde 41 membros da Casa de Wittelsbach – entre eles o duque Wilhelm V, o patrono da igreja; Eleitor Maximiliano I; e o rei Ludwig II – estão enterrados.

 

 

Munique Palácios e Muues

MUSEUS E PALÁCIOS

Residenz | Situado no centro da cidade, foi a residência oficial dos duques e Reis da Baviera. É o maior palácio urbano na Alemanha, servindo, actualmente, como um museu de decoração de interiores e considerado um dos mais belos da Europa. Também abriga uma sala de concertos, a Casa do Tesouro Real e o Teatro Cuvilliés.

O complexo é composto por dez pátios e o museu por 130 salas. O palácio está dividido em três áreas principais: a Königsbau (“Ala do Rei”), onde se encontra a Max-Joseph-Platz (“Praça Max-Joseph”); a Maximilianische Residenz (“Residência de Maximiliano”), a qual constitui a fachada da residência voltada para a rua e uma grande parte das alas interiores; e a Festsaalbau (“Ala do Salão de Festas”), virada para o Hofgarten (“Pátio do Jardim”). A passagem dos séculos fez crescer no palácio uma mistura dos estilos arquitectónicos do Renascimento, Barroco, Rococó e Classicismo. Frente à entrada para o Pátio Imperial e na passagem para o Brunnenhof (“Pátio da Fonte”) existem dois leões de bronze, dos quais se diz que tocar-lhes traz boa sorte).

O Alte Pinakothek fica na região chamada Maxvorstadt, onde também ficam mais 3 museus: Neue Pinakothek, Pinakothek der Moderne e Museu Brandhorst. Dá pra passar o dia todo entre estes três museus mas o destaque é o Alte Pinakothek, que guarda clássicos dos séculos XIV até ao séc. XVIII. Foi inaugurado em 1836 e é um dos museus de arte mais famosos da Europa.

Palace of Nymphenburg
O Schloss Nymphenburg, juntamente com o seu parque, é actualmente um dos mais famosos lugares de Munique. De estilo barroco, algumas salas ainda exibem a sua decoração original, enquanto outras foram mais tarde redesenhadas em estilo rococó ou neoclassico. A antiga sala de jantar, no pavilhão sul, acolhe actualmente a Galeria de Preciosidades do Rei Luis I da Baviera . Os estábulos da Corte contêm um dos mais importantes museus de carruagens antigas. Estes coches também desempenharam um papel em eventos históricos – o Coche da Coroação de Paris, por exemplo, foi usado na coroação do Imperador Carlos VII, em 1742. Entre as atracções principais do museu encontram-se as magníficas carruagens e trenós do Rei Luís II. O primeiro andar abriga uma colecção de porcelana, cuja fábrica, localizada no complexo do palácio, foi fundada por Maximiliano III José.  

Haus der Kunst – Vasto e imponente ao lado do Englischer Garten, o edifício foi construído em 1937 para mostrar a arte aprovada pelos nazis. Com o seu neoclassicismo monumental e despojado, foi o primeiro edifício em larga escala do Terceiro Reich e o início de um plano mestre fascista para Munique, aclamado como a “capital do movimento”. A exibição inaugural de “Grande Arte Alemã” foi concebida como uma contrapartida edificante da exposição de Arte Degenerada. Hoje, o Haus der Kunst, aceita a sua herança conturbada, incluindo uma rigorosa Galeria de Arquivos, enquanto executa um programa de arte contemporâneo. Se não entrar, vale a pena ver de fora.

Centro de documentação do Nacional Socialismo – Comparada a outras cidades alemãs, Munique levou muito tempo para resolver o seu passado nazi, talvez precisamente por causa de sua importância e responsabilidade particulares na ascensão do regime. Foi em Munique, a “Capital do Movimento”, que começou a ascensão do movimento nacional-socialista, que Hitler decretou sua tentativa de golpe de 1923 e onde mais tarde encontrou patronos influentes e prósperos. É também aqui que Goebbels apelou a um pograma nacional contra a população judaica. Um edifício branco intencionalmente marcante , o Centro de Documentação para a História do Nacional Socialismo fica no antigo local da Casa Marrom, a sede do partido, propõe-se a interrogar em detalhe essa estreita associação local entre Munique e o regime nazi. A exposição permanente e rigorosa, porém altamente acessível, é particularmente poderosa na sua ênfase na continuação infeliz e assustadora do fascismo e do anti-semitismo, incluindo a cultura neo-nazi contemporânea de Munique

Museu Brandhorst . Ainda com dez anos, é impossível não conhecer o Museu Brandhorst, no canto nordeste do Kunstareal (distrito de arte) de Munique. Com seu exterior listrado e Technicolor, esta ligação à cena artística de Munique exibe cerca de 200 obras modernas da coleção de Anette Brandhorst e do seu marido Udo Fritz-Hermann. Entre os grandes artistas  estão Joseph Beuys, Gerhard Richter, Bruce Nauman, Andy Warhol e Cy Twombly. A sala poligonal acima do saguão foi projectada exclusivamente para o Lepanto de Twombly, uma sequência de doze quadros de tirar o fôlego, representando uma batalha marítima do século XVI entre os turcos otomanos e a chamada “Liga Sagrada” das forças européias. Para aqueles que gostam tanto de material impresso quanto de quadros na parede, a coleção Brandhorst também possui uma das coleções mais abrangentes de livros ilustrados por Picasso.

Ainmillerstraße 22 – O movimento artístico de Jugendstil na Alemanha durante o final de 1800 e o início de 1900, paralelamente ao movimento Art Nouveau, levou à construção de várias mansões e edifícios públicos em Munique, num estilo caracterizado por curvas fluídas e uma integração de técnicas com elementos decorativos.
Construída em 1898, esta deslumbrante casa de Jugendstil, no distrito de Schwabing, sobreviveu à guerra e apresenta vários motivos interessantes, como elementos de design antigos- egípcios e gregos, janelas altamente estilizadas e uma paleta de cores vibrante com detalhes dourados. Outros exemplos excelentes podem ser encontrados nas proximidades, mas esta casa é particularmente atraente.

Maximilianeum – Os bávaros são verdadeiros patriotas, e o Maximilianeum – sede do Parlamento da Baviera – mostra esse amor no encantador bairro de Haidhausen em Munique. Construído em estilo neogótico, com elegantes colunas de inspiração grega, arcos e uma fachada panorâmica feita de vidro e terracota, o edifício parece particularmente impressionante situado no topo de uma pequena colina, e é ladeado por uma fonte na Maximilianstrasse abaixo, e rematada por uma estátua de um anjo. É um pouco exagerado, mas é especialmente impressionante durante a noite enquanto é iluminado, pois contrasta lindamente com o céu noturno.

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