Marselha, sítio que deu o nome ao hino francês do La Marsellaise, é uma cidade antiga mas jovem, mais mediterrânica do que francesa, com abadias do século XI  mas dotada de distritos de arte urbana e museus de arte contemporânea.

O porto de Marselha abriu-se para o mundo inteiro e do mundo recebeu o que ele lhe tinha para oferecer. Às suas origens gregas e romanas, a cidade absorveu ainda os laivos de sabor oriental e africano, trazidos pelos imigrantes que lá se instalaram desde o século XIX e que hoje ali permanecem. Marselha é verdadeiramente cosmopolita; esta independência cultural em relação a França é apenas um sintoma da sua originalidade, que sempre se inclinou para a dissidência política em relação aos poderes centrais, ficando à margem da identidade nacional.

É o seu porto, o Vieux Port, o coração e a personalidade da cidade, e hoje uma das zonas vibrantes da cidade, pontuada pelos bares, restaurantes e cafés, pelos barcos, pescadores e mercado onde se vende o peixe fresco, tornando-se o sítio eleito para se provar a célebre sopa de peixe de Marselha, a Bouillabasse.

Para os mais interessados na história mais antiga da cidade, há a abadia de São Vítor, do século XI, com uma cripta subterrânea com o corpo do mártir, ou então o Castelo d’If do século XVI, localizado numa pequena ilha, imortalizado no Conde de Monte Cristo pelo romance de Alexandre Dumas. A catedral da cidade, já do século XIX, é pretexto para uma visita cultural mas também para um final de tarde com vista privilegiada sobre toda a cidade.

Para amantes da arte contemporânea, Marselha também não fica atrás. O MuCEM oferece exposições permanentes de antropologia e história, arte moderna, destacando-se ainda o próprio edifício do museu como uma obra de arquitectura contemporânea por si só. Não podemos deixar de mencionar o bairro moderno e alternativo de Marseille Cours Julien que pode conhecer num passeio a pé, um autêntico museu de arte urbana ao ar livre. Convidamo-lo ainda a passar por um edifício de 1952, conhecido como Le Corbusier, para conhecer uma experiência dos novos sistemas habitacionais da época, dotado de infantários, ginásios e piscinas e ainda uma rua interna com lojas, bares e hotéis.

Cambridge

Resumo de Viagem

Motivos: o ecletismo e profusão cultural de Marselha

Lugares marcantes: Catedral de Notre-Dame de la Garde; MuCEM

Esforço Físico: Médio

20%

Nº de Pessoas: 20 a 35

50%

Dias: 2

40%

A Nossa Sugestão

Catedral de Notre-Dame de la Garde

Resumo: Símbolo de Marselha e ponto de referência na cidade, a igreja de Notre-Dame de la Garde estabeleceu-se no topo de um monte onde já desde 1218 existiam lá capelas e outros locais de culto, e ainda um forte. A construção da actual basílica data de 1852, impondo-se sobre as fundações do antigo forte a 149 metros de altura, oferecendo vistas perfeitas sobre toda a cidade. A catedral afirma-se em estilo neo-bizantino, com mosaicos, uma cúpula e uma torre encimada por uma estátua monumental da Virgem com o Menino, medindo 11 metros.

O Porto Velho/Vieux Port

Resumo: O outro grande símbolo da cidade é o seu porto, onde se concentra grande parte da vida da cidade, em torno dos pescadores, do pescado e dos restaurantes e bares que o vendem. Este porto tem origem na presença grega em Marselha, assinalada a partir de 600 a.C., onde foi estabelecido um porto comercial. Gradualmente, a cidade foi-se desenvolvendo em torno deste porto, estabelecendo-se em seu redor a abadia de São Vitor, o farol, a Canebière, rua mais célebre de Marselha, e o MuCEM, entre outros.

Abadia de São Victor

Resumo: A abadia de São Victor é construída pelo final do século V em homenagem ao santo soldado e mártir Victor, no interior da qual se guardam as suas relíquias. Após a sua destruição pelos muçulmanos entre as centúrias de Setecentos e Oitocentos, a abadia foi reconstruída no século XI. Depois da peste atingir a cidade em 1720, e os monges da abadia barricam-se dentro dela em vez de prestarem auxílio aos enfermos, o papa despromoveria abadia a igreja colegial. Em 1794 o edifício foi transformado num armazém e prisão. Actualmente, sobreviveu a sua igreja e cripta, a qual, outrora, guardou os restos mortais de São João Cassiano, São Maurício e São Marcelino.

Cité Radieuse, obra arquitectónica de Le Corbusier

Resumo: O Cité Radieuse não é um mero complexo de apartamentos da década de 50, mas antes um testemunho de uma época de experimentação na arquitectura modernista de tipologia residencial, segundo o conceito do prédio como máquina de habitar. O líder desta filosofia arquitectónica foi Le Corbusier, suíço que começa a desenvolver as suas chamadas unité d’habitation, fazendo deste prédio em Marselha o seu primeiro exemplar deste projecto. Le Corbusier transferiu para a residência todas as comodidades da cidade: com 337 apartamentos, o Cité Radieuse assenta sobre pilares que permitem a preservação de lugares de circulação na rua, debaixo do próprio prédio. O telhado do edifício também é aproveitado pelo arquitecto, transformando-o num terraço comunitário com uma pista de jogging e uma piscina para crianças, albergando, actualmente, um centro de exposições artísticas.

Arte Urbana no quarteirão Cours Julien

Resumo: Distinguindo-se como talvez o maior quarteirão em França dedicado à arte urbana, o Cours Julien é um autêntico museu aberto ao ar livre. Este quarteirão emblemático junta, há décadas, obras de artistas e designers nas paredes a bares e restaurantes, ateliers e terraços, numa atmosfera urbana única e cosmopolita. O carácter inventivo da arte urbana manifesta-se de diversas formas nas paredes da Cours Julien, deixando cada artista a sua marca artística e mensagem conceptual única, nunca esquecendo, porém, a condição efémera destas obras de arte. Um projecto artístico desenvolvido no local, o Le M.U.R. Marseille, celebra esta natureza fugaz da arte urbana, convidando artistas urbanos a decorar periodicamente a parede de um dos edifícios na esquina da rue Crudère, permanecendo lá por apenas um mês.

MuCEM: Museu das Civilizações da Europa e do Mediterrâneo

Resumo:

O Museu de Civilizações da Europa e do Mediterrâneo, além das exposições que apresenta ao público, é ainda interessante pelo edifício moderno construído em concreto de fibra, com uma área de 55 000 metros2. O complexo divide-se em dois edifícios distintos: o do forte de São João e o do novo edifício pensado pelo arquitecto Rudy Ricciotti. Ambos os edifícios unem-se através de uma ponte pedonal suspensa no ar, estabelecendo-se o diálogo entre um antigo monumento histórico e um novo e icónico edifício contemporâneo. O novo edifício tem um enorme poder visual na paisagem da cidade, caracterizando-se como um cubo em concreto de fibra, material resistente mas flexível, trabalhado à superfície em padrões rendilhados que conferem ao MuCEM um aspecto único. O MuCEM liga-se, fisicamente, ao mar, ao porto e ao forte, incorporando uma simbologia ligada à história piscatória de Marselha. Os materiais usados na sua fachada dão-lhe uma aparência visual que invoca a ideia de um mineral, suspendendo-se o MuCEM por cima da água. À noite, o MuCEM transforma-se numa instalação de cores coloridas, dispostas em todos os lados do edifício e conferindo-lhe visibilidade a partir da terra e da água.

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