Na China, o cultivo e o consumo da folha do chá e do grão de arroz são artes ancestrais,  engenhos transmitidos de geração em geração durante mais de um milénio. Venha conhecer ambas as culturas do grão e da folha na província de Yunnan, as quais são a manifestação da resiliência, disciplina e sabedoria chinesa no domínio das forças da natureza.

Terraços de arroz e plantações de chá envelhecidos por séculos, templos budistas e taoístas, cidades milenares da China imperial e recônditas aldeias rurais, pagodes e muralhas, montanhas vertiginosas e lagos profundos – esta é a paisagem que caracteriza a província de Yunnan. Celebrizada como a mais diversa província chinesa, quer pela sua paisagem como pela variedade de minorias étnicas que aqui vivem, Yunnan tem uma tradição ligada ao chá que recua no tempo durante 2100 anos, preservando até aos dias de hoje árvores de chá com mais de 1700 anos. A sua mais conceituada variedade de chá é a do chá Pu’er, que toma o nome da zona onde começou a ser produzido, o qual se diferencia por ser um chá preto, fermentado e envelhecido.

É no rio chinês Yangtze, que se desenrola por diversas províncias na China – incluindo a de Yunnan – que os arqueólogos acreditam que o arroz foi pela primeira vez na história domesticado há 12 000 anos. O grupo étnico Hani, após séculos de exploração do solo através do arroz, transformou a natureza numa autêntica obra de arte agrícola. Falamos dos terraços de arroz de Yuanyang, cultivados por este povo desde há 2500 anos. É a esta tradição do arroz que as minorias étnicas atribuem muitas das suas crenças e religiões e até o seu avanço civilizacional. Cada uma das culturas étnicas que enriquecem a diversidade da província de Yunnan coloca o seu cunho na produção do arroz, criando a sua própria tradição e cultura ligada à mesma. Esta cultura do arroz ligada à identidade chinesa permanece até à actualidade, continuando a China a ser o maior consumidor mundial de arroz.

Cambridge

Resumo de Viagem

Motivos: Conhecer a cultura do chá e do arroz do Sul da China

Lugares marcantes: Terraços de arroz de Yuanyang; plantações de chá de Pu’er

Esforço Físico: Médio

40%

Nº de Pessoas: 15 a 20

50%

Dias: 9

80%

A Nossa Sugestão

Kunming (Yunnan)

Resumo: Kunming, hoje uma cidade moderna, tem a sua fundação durante a Idade Média, em 765, ficando debaixo de controlo da dinastia mongol Yuan no século XIII. Elevando-se como centro comercial dentro da região e a nível nacional, a cidade que foi outrora visitada pelo viajante veneziano Marco Polo e que lucrou pela sua privilegiada posição geográfica, junto de três fronteiras diferentes com Laos, Birmânia e Vietname, no seio das rotas comerciais das caravanas que vinham do sudeste asiático, Índia e Tibete, é actualmente um centro urbano turístico com monumentos históricos, campus universitários e áreas residenciais.  Visitará de seguida o maior templo de bronze da China, localizado parque de Jindian e datado de 1602, período da dinastia Ming para conhecer um pouco da história cultural e religiosa mais remota desta cidade. Conhecerá ainda dois dos principais mercados de chá da capital de Yunnan, os mercados Jinshi e Kangle, com o objectivo de conhecer um pouco melhor a atmosfera vibrante da comercialização do chá e da riquíssima diversidade que caracteriza o universo chinês da cultura do chá.

Jianshui

Resumo: Jianshui,  cidade histórica com alta importância cultural e política na região a partir do período medieval e, por essas e por outras razões, encontra-se listada como uma das cidades-chave e áreas cénicas de importância cultural na China. A sua longa história de 1200 anos deixou um vasto conjunto de testemunhos artísticos e monumentais na sua cidade velha acastelada. Durante a estadia em Jianshui, visitaremos os monumentos que ainda hoje permanecem na sua cidade medieval: numa população conhecida como a cidade da água, conhecerá os seus poços Ximen Daban e Li Quan, o mais antigo deles todos com 700 anos, adorados pelos seus habitantes; o colossal jardim e palácio da família Zhu, em típico estilo arquitectónico da cidade de Jianshui, que se muda para a cidade no século XIV e aí constrói a sua mansão com mais de 40 pátios e 200 quartos; o templo de Confúcio, de carácter palaciano e igualmente monumental como o da mansão da família Zhu, agregando 37 edifícios diferentes; visita às pontes históricas da cidade, nomeadamente a dos Dois Dragões, que se estende ao longo de 17 arcos por cima da água.

Terraços de arroz de Yuanyang

Resumo: Prepare-se para uma experiência única na obra-prima paisagística dos terraços de arroz de Yuanyang, celebrados como dos terraços de arroz mais belos do mundo. Conhecerá três deles: os terraços de arroz de Bada,  de Duoyishu e de Laohuzui, listados como património mundial pela UNESCO. A sua vastidão e magnificência estende-se por 950 hectares e 3700 níveis de socalcos, tornando-se uma autêntica experiência imersiva criada durante séculos no meio das montanhas da região. No meio deste cenário espectacular criado na natureza pelas mãos das populações que aqui se instalaram há muitas centenas de anos, a única presença humana durante quilómetros são as pitorescas aldeias que rodeiam os terraços. Os antepassados dos povos que aqui se instalaram vieram para esta zona há cerca de 2500 anos atrás, dominando a arte da produção e o cultivo do arroz através da feitura destes socalcos nas montanhas, originando uma economia agrária à volta do arroz, bem como toda uma cultura em torno deste grão. O seu engenho no domínio da terra para o cultivo do arroz foi precoce em relação ao resto da China, que só domina esta arte a partir do século XIV. Isto conferiu uma sólida reputação ao povo Hani, que aqui se instalou, ganhando reconhecimento do imperador durante a dinastia Ming, que lhes concede o título de “escultores engenhosos”. A combinação das curvas criadas pelos socalcos, pela água que os inunda e que reflecte com o sol, pela neblina mística que flutua no ar, cria uma vista de tirar o fôlego como em poucos outros sítios no mundo. Os terraços Bada são, dos diferentes terraços de arroz que existem em Yuanyang, os eleitos para assistir ao pôr-do-sol, por oferecerem espectáculos de cor e luz únicos. Os de Duoyishu são considerados os mais bonitos do conjunto de socalcos de arroz de Yuanyang.

Jinghong (Xishuangbanna)

Resumo: Depois das boas-vindas à prefeitura autónoma de Xishuangbanna, será a partir deste ponto da sua viagem à China que conhecerá com maior profundidade a cultura do chá nesta província de Yunnan. É em Xishuangbanna e em Pu’er que é plantado o conceituado e célebre, pelo mundo inteiro, chá Pu’er, característico por ser feito a partir da fermentação de folhas que são colhidas a partir de árvores com centenas de anos nas zonas montanhosas da região. Durante estes dias passados em Xishuangbanna, vai conhecer o Monte Nannuo e as suas plantações e chá Pu’er.  Habitado e explorado pelo povo Aini, mestres nas artes da plantação e cultivo de chá durante mais de 800 anos. Visitará a sua aldeia para provar o chá tostado feito por este povo. Passaremos ainda pela aldeia Manzhao, onde testemunhará a sua produção de papel não-industrializada, a sua maior economia, da maneira tradicional. Este papel é fabricado todos os dias pelas mulheres desta aldeia no seio das montanhas antigas do chá Pu’er, frequentemente usado como embrulho para os bolos de chá desta zona. Antes de regressar a Jinghong, conhecerá ainda os templos budistas do pavilhão de Jingzhen.  Na aldeia de Menglun, verá a obra-prima botânica do jardim tropical, um autêntico laboratório ao ar livre da Academia Chinesa de Ciências para o estudo de mais de 3000 espécies vegetais. Para além dos seus propósitos científicos, este jardim tropical botânico é um pequeno micro-cosmos das espécies vegetais da China e um local de atracção obrigatório para quem visita a prefeitura de Xishuangbanna. Já em Yiwu, historicamente famosa como centro de distribuição do chá enviado como tributo ao imperador, conhecerá a sua montanha,  detentora de algumas das mais antigas árvores de chá Pu’er, e a parte antiga da cidade, com o seu museu do chá.

Pu'er

Resumo: Nesta cidade terá um contacto com a cultura e história do chá da região ainda mais profundo: visitará o Jardim Expositivo do Chá Puér da China e o Museu do Chá Pu’er, bem como a aldeia que existe dentro do jardim, e o Workshop de Processamento de Chá Pu’er. Durante esta manhã e início de tarde, passará pela experiência de apanhar folhas de chá, fazer o processo do chá, aprender a arte de beber chá e trazer chá para casa. Também poderá ouvir as músicas e danças típicas da região no jardim. Finalmente, visitará o memorial ao sábio do chá Lu Yu, onde as suas estátuas são adoradas pelos habitantes. Terá ainda a oportunidade de comprar chás e louça para o chá em Jiahuifang. Antes do dia terminar, visitará ainda a bela aldeia de Nakeli, antiga estação da Rota do Chá e dos Cavalos chinesa situada no meio das montanhas. Passará ainda nas plantações de chá das montanhas Hengduan e Jingmai, situadas na região com das produções de chá mais antigas do mundo. Tem árvores de chá com 1400 e plantações cujas idades ficam entre os 100 e 1000 anos. É por volta do ano de 180 d.C. que o povo Blang começa a cultivar árvores de chá na floresta, descobrindo naquela zona um micro-clima altamente favorável a esta produção agrícola. Com a transmissão de saberes de geração em geração, e acumulando séculos de experiência na produção e plantação de chá, o povo Blang revelou-se perspicaz na aquisição de conhecimentos agrícolas, ganhando a capacidade de domínio da terra, começando a domesticar a cultura do chá.

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