Todas as tradições culturais e artísticas que o Irão tem para oferecer remontam ao passado distante do que foi outrora a Pérsia, uma das civilizações mais avançadas da antiguidade. A nossa proposta é dar a conhecer a antiga Pérsia e o moderno Irão através de uma viagem sobre a Rota da Seda, que faz parte da identidade e do ADN deste país.

A Rota da Seda foi a rede de caminhos terrestres e marítimos que ligou ao longo de cerca de dois milénios a vasta área que corresponde o Extremo, Médio e Próximo Oriente e à Europa mediterrânica. Esta mítica rota, por onde viajou o veneziano Marco Polo no século XIII, foi fonte de inspiração para lendas, romances, filmes, obras de arte e continua, nos dias de hoje, presente no imaginário colectivo de todos nós. Através dela trocaram-se não só bens de luxo, como a seda e outros têxteis, jóias, especiarias, ouro e outras preciosidades como o marfim, chá, mas também ideias, crenças, cultura e tecnologias.

Na antiga Pérsia, os mercadores e as suas longas caravanas enfrentavam o clima árido e ardente do deserto para percorrerem a Rota da Seda, pernoitando nos caravançarais de remotas aldeias, vilas e cidades. Estes caravançarais eram os estabelecimentos hoteleiros que pontuavam a paisagem desértica da antiga Pérsia, de modo a garantir o descanso dos mercadores e a recuperação para a continuação da viagem, mas também funcionavam como abrigo contra os bandidos que ameaçavam a segurança dos viajantes da Rota da Seda. Junto aos caravançarais instalavam-se também os bazares, centro comercial e económico das urbanizações que pontuavam na Pérsia a Rota da Seda, nos quais os mercadores vendiam, compravam ou trocavam os seus produtos.

O que procurámos fazer foi desenhar uma viagem cujo itinerário fosse organizado segundo algumas das principais cidades que pautavam os caminhos da antiga Rota da Seda. Desta maneira, vai ter a oportunidade de conhecer as ruínas de Persépolis, a capital cerimonial da dinastia persa aqueménida, posteriormente conquistada e destruída pelo grego Alexandre, o Grande. Além do património da clássica Pérsia imperial, vai ainda experienciar caravançarais históricos como o de Yazd e bazares pulsantes e mexidos como o de Kashan. Na cidade de Shiraz, centro de produção das artes e das humanidades durante a Idade Média, contactará com aquilo que são dois dos mais belos testemunhos arquitectónicos do islamismo – a “Mesquita Cor-de-Rosa” e a mesquita e mausoléu Shah Cheragh. Em Isfahan, antiga capital do império persa, visitará três locais classificados como património da humanidade pela UNESCO – a praça Imam, uma das maiores do mundo, bem como as duas mesquitas Shah e Jameh. Passaremos também por outro local da antiga Rota da Seda, o qual evoluiu de aldeia para capital – o Teerão – para conhecer o património cultural e artístico do país através do seu museu nacional, que guarda alguns dos maiores tesouros artísticos nacionais, bem como a sua arquitectura contemporânea, reconhecida internacionalmente.

Cambridge

Resumo de Viagem

Motivos: Contactar com algumas das principais cidades da Rota da Seda persa

Lugares marcantes: Bazar e caravançarai de Kashan; Persépolis; Mesquita Nasir-ol-molk

Esforço Físico: Fácil

20%

Nº de Pessoas: 15 a 20

60%

Dias: 8

70%

A Nossa Sugestão

Teerão: Grande Bazar

Resumo: A visita ao Teerão começa com a visita ao Grande Bazar, um dos maiores e mais antigos bazares do mundo. Aberto em 1461, o Grande Bazar do Teerão comercializa ainda hoje muitos dos produtos que exponenciaram o mercado iraniano nas trocas comerciais realizadas ao longo da Rota da Seda. Através da venda de joalharia, cerâmica, especiarias e têxteis nos bazares, os habitantes do Teerão e de toda a Pérsia garantiam a sua sobrevivência, comercializando com os mercadores ambulantes que chegavam às diferentes populações através da Rota da Seda.

Teerão: Museu Nacional do Irão e Museu do Tapete

Resumo: O Museu Nacional do Irão, principal museu arqueológico nacional, e aos seus dois núcleos – o do Antigo Irão e o do Irão Islâmico –, de maneira a contactar-se com os testemunhos materiais e os objectos artísticos dos diferentes períodos que marcaram a rica história cultural do Irão. Depois da visita ao Museu Nacional do Irão, um segundo museu será dado a conhecer – o Museu do Tapete –, paragem importante que se foca num dos principais produtos comercializados enquanto produto de luxo pelos persas na Rota da Seda, produção elevada a um grau internacional e à imagem de marca do Irão.

Kashan: Bazar

Resumo: Na província de Isfahan, a cidade de Kashan, às portas da Rota da Seda, levanta-se no deserto. Um dos primeiros centros civilizacionais da pré-história e, segundo fontes históricas, a cidade de onde vieram os três Reis Magos, Kashan é um oásis verdejante que contrasta com a aridez do deserto que a rodeia. No bazar pulsante desta cidade trocaram-se, durante séculos, os internacionalmente conhecidos tapetes e seda de Kashan que, noutros tempos, marcaram a história desta cidade na Rota da Seda. O seu bazar é um complexo de edifícios imponente e monumental que se afirma enquanto uma obra-prima da arquitectura iraniana. Ao longo de vários quilómetros, o massivo complexo arquitectónico do bazar de Kashan constitui-se por várias mesquitas, banhos públicos, túmulos, arcadas e caravançarais construídos para albergarem as caravanas de mercadores ambulantes durante a noite.

Kashan: Jardin Fin e Palácio Khan-e Ameriha

Resumo: Juntamente com o bazar de Kashan, a visita por Kashan alargar-se-á ao Jardim Fin e ao palácio Khan-e Ameriha, incluídos neste itinerário para a experiência sobre a cultura persa da Rota da Seda ser ainda mais completa. Uma das artes mais refinadas do Irão é a do jardim: concebido como um Éden na terra, o jardim Fin de Kashan evoca um ambiente paradisíaco desde que foi construído no século XVI. Também o palácio Khan-e Ameriha não fica atrás na sua sofisticação. De todos os palácios localizados na cidade de Kashan, este é o mais impressionante: durante o século XVIII, Agha Ameri decide ampliar o palácio do seu pai, que não era grande o suficiente para o gosto de um dos homens mais ricos da Pérsia. Assim, torna este o maior palácio de todo o império, bem instalado entre as percursos comerciais da Rota da Seda.

Isfahan: Mesquita Imam e Catedral Vank

Resumo: Uma das maiores cidades do mundo na Antiguidade, Isfahan, que marca mais um dos principais pontos de paragem da Rota da Seda. Esta cidade notabilizou-se como um dos mais relevantes centros artísticos da Pérsia, onde floresceu a arquitectura, pintura e outras artes decorativas, e tornando-se casa de grandes poetas persas, comerciantes, xás e artistas. Os seus principais edifícios são a tradução dessa rica cidade da Antiguidade que prosperou através do comércio na Rota da Seda: a sua praça, listada no património mundial da UNESCO, é uma das maiores e possivelmente das mais belas do mundo. Quando começa a ser construída a partir de finais do século XVI e inícios do XVII, a corte safávida instalava-se na cidade e fazia dela a sua capital, financiando ambiciosos projectos arquitectónicos que deram origem a todos os edifícios da dinastia safávida que ainda hoje enobrecem a praça. Um deles é a mesquita Imam/Shah, obra cuja construção é patrocinada pelo xá Abbas I em 1611, simbolizando o poder sacerdotal no enorme projecto político que foi a renovação do urbanismo da cidade, praça Imam incluída, durante o período safávida. Uma das mais admiradas mesquitas do Irão, a mesquita Imam é uma obra-prima de azulejos turquesa e padrões hipnotizantes que a colocam no pódio dos ex-libris da arquitectura islâmica persa.   Mesmo que um pouco fora do tema, paragem pela Catedral Vank e o seu museu no bairro arménio da cidade é ainda assim dispensável enquanto testemunho do genocídio de milhares contra o povo arménio e, para além disso, de uma comunidade cristã minoritária no Irão. Embora com um exterior modesto, o interior da catedral é uma explosão de cores pintadas nos frescos que ocupam toda a superfície mural, num autêntico horror ao vazio.

Ruínas de Pasargadae e Persepólis

Resumo: Vai regressar aos primeiros séculos da história imperial persa, com as visitas a Pasargadae, a sua primeira capital, com cerca de 2500 anos, e a Persépolis. Persépolis foi igualmente capital do império aqueménida, há cerca de 2200. Hoje em ruínas, a antiga cidade de Persépolis ainda deixa adivinhar a grandeza da civilização antiga persa através das enormes colunas, os baixos-relevos e os majestosos mausoléus dos imperadores Dário e Xerxes em Naqsh-e Rustam.

Shiraz: mesquitas Shah Cheragh e Nasir-ol-molk

Resumo: A última cidade neste itinerário da Rota da Seda no Irão é Shiraz, outra cidade parada nas margens da mesma, conhecida como uma das mais antigas do Irão. Tal como Yazd, também Shiraz se diferenciou como um brilhante centro artístico e casa de poetas, literatura e vinho. A mesquita Shah Cheragh é o primeiro monumento do dia. Um local de peregrinação desde o século XIV, esta mesquita é também um mausoléu que detém as últimas moradas de algumas personalidades da realeza persa. No entanto, o seu factor mais impressionante é o trabalho de espelhos e azulejos esverdeados que oferecem um impacto visual certamente único ao seu visitante e que a tornam um local impossível de perder em Shiraz. O último dia de passeio no Irão será assinalado com um dos must-sees da cidade de Shiraz. A mesquita Nasir-ol-Molk é também conhecida como mesquita Cor-de-Rosa pelo banho de cores oferecido no seu interior, quando o sol bate nos seus vitrais coloridos. Os vitrais coloridos da sua fachada, que lembram os de uma catedral gótica, bem como os pilares esculpidos e os pormenores arquitectónicos no seu interior, causam um ambiente difícil de igualar.

Agende a Sua Viagem

Descreva as Actividades e Locais que pretende visitar e receba um orçamento sem compromisso.

Leave a Reply