RAVENA | CLASSE

Uma nova Arte

Quando em 330 d.C. o Imperador Constantino transferiu a capital do seu Império para Bizâncio – uma antiga cidade grega junto ao Bósforo, hoje Istambul – alterou-lhe o nome para para Constantinopla e dedicou-a à Virgem Maria. Todo o Império Ocidental acabaria por ser devastado, mas Constantinopla manter-se-ia durante quase mais mil anos sobe o que se designaria o Império Romano do Oriente. Viria a distinguir-se por assumir todas as raízes gregas, desde a língua , passando pela educação e artes, chegando  à religião, com o desenvolvimento da Igreja   Ortodoxa Cristã. Estas tradições  eram, também elas, já influenciadas pelas culturas de origem  Egípcia, Persa, da Mesopotâmia e Ásia Menor.

Roma e parte da Península Itálica acabariam também por ser influenciados pela cultura Bizantina que se alastraria um pouco por toda a Europa, em particular pela chamada EurImagem relacionadaopa do Leste. Uma destas influências está relacionada com a utilização de mosaicos na decoração e ornamentação de lugares públicos. Uma prática ancestral pelos artesãos Gregos, acabaria por ser difundida e espalhada por todo o Império Romano. Tornar-se-ia a forma de arte mais popular nas paredes das Igrejas. Os pequenos pedaços de pedra, alinhados de forma imperfeita davam a impressão de movimento, reflectindo uma enorme vibração e riqueza da luz que lhe incidia. Ravena e Classe em Itália, são, talvez os melhores lugares para apreciar esta herança.

Ravena, sem grandes comentários é uma pequena mas belíssima cidade , pousada bem perto do Mar Adríático e usfruindo da vantagem de ter praia e cultura. Um bom destino, portanto. Bem perservada, encontramos três grandes espaços onde podemos contemplar toda a riqueza da arte dos mosaicos.

A nossa sugestão começa pelo pequeno Mausoléu de Galla Plácidia –  que pode ser também uma oportunidade para conhecermos a sua vida atribulada-   despojando de grandes ornamentações no seu exterior é de uma enorme riqueza no que diz respeito ao interior. Construído na forma de uma cruz, com pequenas janelas que deixam passar uma pequena luz laboriosamente moldada reflecte uma imensidão e uma serenidade com representações relativas a passagens Bíblicas. Logo à entrada, encontramos a representação do Bom Pastor, onde Cristo aparece numa figura serena, nobre e jovem. Parece perdido nos seus pensamentos, no entanto, está bem presente na maneira como dá a mão à ovelha. Esta cena colocada à entrada, relembra a quem passa que apenas através de Cristo se consegue a vida eterna. O Mausoléu apresenta uma enorme serenidade e calma o que contrasta com os tempos em que foi construídos.

Bem perto do Mausoléu de Galla Plácidia, encontramos o Battistero Neoniano, mandado construir por Galla Placidía e que serviu a Basílica destruída em 1734. Foi erigido sobre os banhos Romanos numa forma octogonal para representar os sete dias da criImagem relacionadaação mais o oitavo que corresponde à ressurreição de Cristo. Destaque para a representação do Baptismo de Cristo rodeado pelos Apóstolos  e que para muitos estudiosos  é “o melhor e completo exemplo sobrevivente de um batistério dos primeiros tempos do Cristianismo” que “retém a fluidez na representação da figura humana derivada da arte greco-romana”.

Os outros  espaços a não deixar de visitar são a Capela Arquiepiscopal, a Basilical de San Vitale e a Basílica de São Appolinário Novo  com várias representações da vida de Cristo em que mistura, mais uma vez, toda a tradição Bizantina com destaque para a utilização da cor com a função de realçar a riqueza das personagens.

Esta arte de influência Bizantina, é considerada  o que de mais antigo existe na arte da representação da vida de Cristianismo e é sobretudo o percursor de toda a arte dos séculos vindouros, com alteração da representação em grande escala para artefactos mais pequenos e e mais fáceis de se deslocar.

Motivos:Os azulejos como arte

Cidades a visitar: Ravena; Classe

Esforço Físico: Fácil

Nº de Pessoas: 20 a 45 pessoas

Lugares marcantes: Mausoléu de Galla Plácidia; Battistero Neoniano; Capela Arquiepiscopal; Basílica de São Appolinário Novo; Basilical de San Vitale

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