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RAVENA | CLASSE

Quando em 330 d.C. o Imperador Constantino transferiu a capital do seu Império para Bizâncio – uma antiga cidade grega junto ao Bósforo, hoje Istambul – alterou-lhe o nome para para Constantinopla e dedicou-a à Virgem Maria. Todo o Império Ocidental acabaria por ser devastado, mas Constantinopla manter-se-ia durante quase mais mil anos sobe o que se designaria o Império Romano do Oriente. Viria a distinguir-se por assumir todas as raízes gregas, desde a língua , passando pela educação e artes, chegando  à religião, com o desenvolvimento da Igreja   Ortodoxa Cristã. Estas tradições  eram, também elas, já influenciadas pelas culturas de origem  Egípcia, Persa, da Mesopotâmia e Ásia Menor.

Roma e parte da Península Itálica acabariam também por ser influenciados pela cultura Bizantina que se alastraria um pouco por toda a Europa, em particular pela chamada EurImagem relacionadaopa do Leste. Uma destas influências está relacionada com a utilização de mosaicos na decoração e ornamentação de lugares públicos. Uma prática ancestral pelos artesãos Gregos, acabaria por ser difundida e espalhada por todo o Império Romano. Tornar-se-ia a forma de arte mais popular nas paredes das Igrejas. Os pequenos pedaços de pedra, alinhados de forma imperfeita davam a impressão de movimento, reflectindo uma enorme vibração e riqueza da luz que lhe incidia. Ravena e Classe em Itália, são, talvez os melhores lugares para apreciar esta herança.

Ravena, sem grandes comentários é uma pequena mas belíssima cidade , pousada bem perto do Mar Adríático e usfruindo da vantagem de ter praia e cultura. Um bom destino, portanto. Bem perservada, encontramos três grandes espaços onde podemos contemplar toda a riqueza da arte dos mosaicos.

A nossa sugestão começa pelo pequeno Mausoléu de Galla Plácidia –  que pode ser também uma oportunidade para conhecermos a sua vida atribulada-   despojando de grandes ornamentações no seu exterior é de uma enorme riqueza no que diz respeito ao interior. Construído na forma de uma cruz, com pequenas janelas que deixam passar uma pequena luz laboriosamente moldada reflecte uma imensidão e uma serenidade com representações relativas a passagens Bíblicas. Logo à entrada, encontramos a representação do Bom Pastor, onde Cristo aparece numa figura serena, nobre e jovem. Parece perdido nos seus pensamentos, no entanto, está bem presente na maneira como dá a mão à ovelha. Esta cena colocada à entrada, relembra a quem passa que apenas através de Cristo se consegue a vida eterna. O Mausoléu apresenta uma enorme serenidade e calma o que contrasta com os tempos em que foi construídos.

Bem perto do Mausoléu de Galla Plácidia, encontramos o Battistero Neoniano, mandado construir por Galla Placidía e que serviu a Basílica destruída em 1734. Foi erigido sobre os banhos Romanos numa forma octogonal para representar os sete dias da criImagem relacionadaação mais o oitavo que corresponde à ressurreição de Cristo. Destaque para a representação do Baptismo de Cristo rodeado pelos Apóstolos  e que para muitos estudiosos  é “o melhor e completo exemplo sobrevivente de um batistério dos primeiros tempos do Cristianismo” que “retém a fluidez na representação da figura humana derivada da arte greco-romana”.

Os outros  espaços a não deixar de visitar são a Capela Arquiepiscopal, a Basilical de San Vitale e a Basílica de São Appolinário Novo  com várias representações da vida de Cristo em que mistura, mais uma vez, toda a tradição Bizantina com destaque para a utilização da cor com a função de realçar a riqueza das personagens.

Esta arte de influência Bizantina, é considerada  o que de mais antigo existe na arte da representação da vida de Cristianismo e é sobretudo o percursor de toda a arte dos séculos vindouros, com alteração da representação em grande escala para artefactos mais pequenos e e mais fáceis de se deslocar.

Motivos:Os azulejos como arte

Cidades a visitar: Ravena; Classe

Esforço Físico: Fácil

Nº de Pessoas: 20 a 45 pessoas

Lugares marcantes: Mausoléu de Galla Plácidia; Battistero Neoniano; Capela Arquiepiscopal; Basílica de São Appolinário Novo; Basilical de San Vitale

CAMBRIDGE

Cambridge faz parte do imaginário de muitos. Uma vida livre, um hiato na nossa vida que bem pode esperar pelo futuro à nossa frente, ou, até, uma nostalgia do que podia ser uma vida bem diferente.

O que propomos é visitar uma das catedrais mais vertiginosas de Inglaterra e a partir desta visita conhecer Cambridge, Oxford e Londres.

Imagem relacionadaA King’s College Chapel foi mandada erguer por Henrique VI e foram precisos quase 100 anos e cinco Reis para que ficasse pronta.  O que espanta na Catedral é a sua a dimensão em altura. Vista por fora, parece desafiar as leis da gravidade, com uma altura assombrosa em comparação com a sua largura e cumprimento. Este aparente desequilibro entre a altura, cumprimento e largura dá-lhe toda essa perspectiva de vertigem e de enquadramento de quem queria elevar o edifício até ao céu. No fundo trata-se  de uma construção e exemplo da arquitectura gótica levada, por assim dizer aos limites. Possui a maior abóbada planeada do mundo.

A diferença, é ainda maior quando se entra. De fora, parece um gigantesco edifico de pedra, levantado aos céus, no entanto, a visão que se tem de dentro é comImagem relacionadapletamente diferente, e isso deve-se ao vitrais que nos dão uma impressão de leveza e luz serena de todo o edifício. À rudeza da pedra exterior contrapõem-se o equilíbrio e singeleza dos vitrais e janelas. Apesar do seu tamanho, da sua quase excentricidade e enormidade, recolocam o espaço dentro de uma certa singularidade e uniformidade. O espanto da altura dá lugar à surpresa da tonalidade da luz.

Para além das janelas e vitrais , destaque para o coro e um quadro de Rubens com a Adoração dos Magos – este quadro já uma recolocação tardia , uma vez que foi feito para um convento de freira em Louvaina, na Bélgica. Com uma excelente acústica, são famosos os recitais que aqui acontecem, em especial com o coro residente do próprio King’s College.

De Cambridge podemos aproveitar o tempo para relançar uma visita mais demorada por todo o Campus de Cambridge e visitar outros espaços como sejam o Trinity College, o Museu Fitzwilliam …

Motivos: King’s College Chapel | Os desafios da gravidade

Cidades a visitar: Cambridge; Oxford; Londres

Esforço Físico: Fácil

Nº de Pessoas: 20 a 45 pessoas

Lugares marcantes: King’s College Chapel; Campus de Cambridge; Trinity College; Museu Fitzwilliam

Hamburgo

 

 

Cambridge faz parte do imaginário de muitos. Uma vida livre, um hiato na nossa vida que bem pode esperar pelo futuro à nossa frente, ou, até, uma nostalgia do que podia ser uma vida bem diferente.

O que propomos é visitar uma das catedrais mais vertiginosas de Inglaterra e a partir desta visita conhecer Cambridge, Oxford e Londres.

A King’s College Chapel foi mandada erguer por Henrique VI e foram precisos quase 100 anos e cinco Reis para que ficasse pronta.  O que espanta na Catedral é a sua a dimensão em altura. Vista por fora, parece desafiar as leis da gravidade, com uma altura assombrosa em comparação com a sua largura e cumprimento. Este aparente desequilibro entre a altura, cumprimento e largura dá-lhe toda essa perspectiva de vertigem e de enquadramento de quem queria elevar o edifício até ao céu. No fundo trata-se  de uma construção e exemplo da arquitectura gótica levada, por assim dizer aos limites. Possui a maior abóbada planeada do mundo.

A diferença, é ainda maior quando se entra. De fora, parece um gigantesco edifico de pedra, levantado aos céus, no entanto, a visão que se tem de dentro é comImagem relacionadapletamente diferente, e isso deve-se ao vitrais que nos dão uma impressão de leveza e luz serena de todo o edifício. À rudeza da pedra exterior contrapõem-se o equilíbrio e singeleza dos vitrais e janelas. Apesar do seu tamanho, da sua quase excentricidade e enormidade, recolocam o espaço dentro de uma certa singularidade e uniformidade. O espanto da altura dá lugar à surpresa da tonalidade da luz.

Para além das janelas e vitrais , destaque para o coro e um quadro de Rubens com a Adoração dos Magos – este quadro já uma recolocação tardia , uma vez que foi feito para um convento de freira em Louvaina, na Bélgica. Com uma excelente acústica, são famosos os recitais que aqui acontecem, em especial com o coro residente do próprio King’s College.

De Cambridge podemos aproveitar o tempo para relançar uma visita mais demorada por todo o Campus de Cambridge e visitar outros espaços como sejam o Trinity College, o Museu Fitzwilliam …

BOLONHA

Bolonha é uma das cidades mais interessantes de Itália, no entanto é quase sempre uma segunda escolha ou um descuido para quem vai a Itália. Talvez por estar a meio caminho e servir de ligação com Veneza e Florença – mais aristocráticas e bem amadas – ou por mera preguiça de quem a divulga, a verdade é que Bolonha continua para muitos a ser apenas um Processo ou um Acordo.

Capital e maior cidade da região de Emilia- Romana, é conhecida pela sua gastronomia e sobretudo por ter a Universidade mais antiga do mundo.

É muito fácil passear po Bolonha. Plana, com os edifícios históricos muito concentrados, acaba por ser quase toda uma cidade museu. Com dezenas  (ou serão centenas?), de Igrejas, Basílicas, Torres e arcadas fica-se com a sensação de que fica sempre mais para ver do que se viu.

Dos locais mais turísticos destacamos o movimento das ruas e praças com típicos cafés e restaurantes abertos até tarde ao fim de semana. A Piazza Maggiore  onde está a Fonte de Netuno  obra do século XVI  e onde fica também a Basílica de São Petrónio – a sexta maior do mundo – ou os diversos palácios –  Palazzo d’Accursio, o Palazzo del Podestà, o Palazzo Re Enzo e Palazzo de’ Banchi). Das Basilicas destacamos a de S. Stefano que contempla no seu conjunto 7 igrejas ou a Basilica di San Domenico. E é aqui que paramos para contemplar uma das belas obras de arte religiosa ; a Arca de São Domingos.

Luminosa e majestosa, a Arca de São Domingos contem as relíquias do Santo e está no centro da Basílica de São Domingos. Começou a ser construída no séc. XII e só ficou finalizada dois séculos depois  por Niccolò dell`Arca (tal a fama que acabou com o nome da obra), que, além de São Francisco, São Domingos, São Floriano, São Vital e um Cristo morto adorado por anjos, é ornamentada na parte superior com estátuas dos Evangelistas.. Nesta obra já estão presentes as referências do renascimento toscano, com uma maior atenção à fisionomia dos personagens segundo o estilo borgonhês. Uma oportunidade para conhecer a vida e obra de São Domingos de Gusmão e a Ordem dos Pregadores na belíssima Bolonha.

Cidades a visitar: Bolonha; Veneza; Florença

Esforço Físico:  Fácil

Nº de Pessoas: 25 até 45 no máximo

Lugares marcantes: Piazza Maggiore; Basílica de São Petrónio; Palazzo d’Accursio; Palazzo del Podestà; Palazzo Re Enzo; Palazzo de’ Banchi; Basilica di San Domenico

 

 

 

 

 

 

 

MONTE-ATHOS

“Vinte mosteiros guardam, há quase dez séculos, sinais vivos do mundo bizantino. No Monte Athos, norte da Grécia, monges e eremitas ortodoxos mantêm de pé um quotidiano de outro tempo, o tempo em que Istambul se chamava Constatinopla ou Bizâncio. Um roteiro de viagem aos mosteiros ortodoxos do Monte Athos.

O Monte Athos designa uma montanha de mais de dois mil metros de altitude no extremo da península e é por esse nome que é conhecido o conjunto de vinte mosteiros que albergam cerca de 1700 monges de diferentes nacionalidades. Alguns vivem em ermitérios, prática ascética comum na península há uns bons mil anos”.

“É um mundo anacrónico, em expressão simplificada, o que sobrevive no Monte Athos, caracterizado pelas práticas eremitas do cristianismo primitivo. Ascetas e (quase) auto-suficientes, os monges ocupam o seu tempo em orações, nos trabalhos agrícolas, na pesca, na pintura de ícones e no estudo, organizando a sua vida quotidiana como se o Império Bizantino não tivesse sido vencido pela História. O calendário em vigor é o Juliano e o dia começa cedo, por volta das 3h00 da manhã, com cerca de cinco horas”. de Alma de Viajante

Esta é uma viajem única que propomos por alguns destes Mosteiros. Uma viagem pelo mundo que se conserva, em todas as práticas e sobretudo numa vida que insiste em ser diferente. No isolamento, na vivência e na experiência de que foi e continua a ser. Um mundo belo. Tranquilo. Um mundo de paz.

Cidades a visitar: Monte-Athos; Atenas

Esforço Físico:  Exigente

Nº de Pessoas: 10 no máximo

Lugares marcantes: Mosteiro de São Paulo; Philotheou; Skiti Ana; Mosteiro de Koutlomoussiou; Mosteiro Simonos Petra; S. João Crisóstomo; Megisti Lavra; Biblioteca de Megisti Lavra; Mosteiro de Xeropotsmou; Peristilo; Catedral de Split

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SANTIAGO COMPOSTELA

Os caminhos de Santiago são universalmente celebrados. De toda a parte se pode começar o caminho para Santiago. Para nós portugueses, pelo menos, uma vez na vida devemos celebrar o Apóstolo.

A nossa proposta junta a efeméride de Santiago e da monumental Catedral com as pequenas maravilhas da nossa vida e sobretudo com riqueza de pequenas histórias. A ida a Compostela é um bom pretexto para visitar a belíssima Igreja de São Francisco no Porto com a sua notável talha dourada barroca do Secc. XVIII, ou ficarmos a conhecer a história do Cálice de S. Geraldo do Sec. X da Sé de Braga.

Ainda em Compostela visitaremos o chamado casco medieval e vamos surpreender-nos com pequenas igrejas e lugares como o Mosteiro de de S. Palayo e a emblemática Praza da Quintana.

A caminho, ainda algum tempo para visitarmos a fabulosa biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra.

Em pouco tempo, muitas histórias e muitas visitas.

Cidades a visitar: Porto; Braga; Coimbra; Compostela

Esforço Físico: Fácil

Nº de Pessoas: 25 até 45 no máximo

Lugares marcantes:  Sé de Braga; Biblioteca da Universidade de Coimbra; Catedral de Compostela; Mosteiro de S. Pelayo; Mosteiro de San Martin Pinário; Convento de São Francisco

 

 

 

 

 

 

 

GRANADA

O começo da visita aos lugares onde viveu e passeou São João de Deus pode ser feito com ajuda do Museo de San Juan de Dios – na Casa dos Pisa. Aqui encontra alguns dos bens e pertences de São João de Deus. Imaculado, encontra-se o quarto onde morreu e se tornou local de peregrinação.

Da Casa do Pisa, é obrigatório passar pelo antigo Hospital Real (hoje biblioteca da cidade) onde se encontra a cela onde esteve João de Deus internado. Não deixar de olhar na Rua Elvira a livraria onde o então João vendia os seus livros. Existem inúmeras ruas cheias de histórias ligadas ao Santo – Rua da Pavaneras, com a Casa dos Tiros – um dos primeiros hospitais criado por São João de Deus ou a Rua da Colcha onde se cruza com o seu sucessor Anton Martin. A visita acaba na Praça Bib-Rambla sem esquecer a magnifica Catedral de San Juan de Dios que o seu estilo Barroco guarda os restos e as relíquias do Santo.

Para almoçar em Granada, nada como experimentar um boteco de rua. Granada é uma cidade cheia de vida e uma com uma atmosfera vibrante. Sugerem-se vários restaurantes de Tapas, mas sugerimos sempre a Bodega Castañeda na Rua Elvira.

Durante o Verão, Granada, tal como o resto da Andaluzia fica vazia depois do almoço. Não recomendamos. Mas com o tempo ameno da Primavera ou Outono, pode-se recomeçar um passeio ao centro da cidade. Existem lugares icónicos, como a Catedral Metropolitana de la Encarnación de Granada ou o pequeno souk no centro da cidade.
No final do dia não deve deixar de subir ao Albacyn – o bairro árabe com as melhores vistas para o palácio do Alhambra. Aqui para além das vista do Mirador de San Nicolas, encontra várias casas de chá, bem tipicas, e um lugar muito especial, são Banhos árabes como seja  El Bañuelo.

Aproveitar o momento em Albacyn e fazer o jantar com vista para o Palácio de Alhambra. Aqui temos muitas alternativas, mas sugerimos talvez o Carmen Verde Luna. Despretensioso, bonito por dentro e com uma vista assombrosa de Alahambra.

Deixamos de fora o Palácio de Alhambra, apenas um dos monumentos mais visitados na Europa. A qualquer hora do dia e a qualquer dia da semana,  são turistas de todo o mundo a visitar os palácio e os jardins. Merece um dia, ou pelo menos um manhã bem fresca e primaveril para ser visitada.

Cidades a visitar:  Montemor-o-novo; Córdova; Granada; Sevilha

Esforço Físico:  Moderado

Nº de Pessoas: 25 até 45 no máximo

Lugares marcantes: Cripta da Igreja Paroquial de Montemor-o-Novo; Mesquita e Catedral de Córdova;

Basílica de São João de Deus; Catedral de Granada; Alhambra; Palácio Carlos V; Bairro de Albacyn; Museu do Pisa

 

 

 

 

 

 

 

 

MÉRIDA

Pode ser cruel e injusto mas a arquitectura e espaços do Museu Nacional de Arte Romana, só por si chegava para uma viagem a Mérida. Virtuosa e magnifica, arquitetura e desenho do Museu é a melhor referência e tributo à historia e passado Romano da cidade.

Do arquitecto Rafael Moneo, fundado em em Setembro de 1986 a única critica que se pode fazer é ao facto de ser tão eloquente que nos absorve a atenção em detrimento dos objectos e da temática  para que foi construído. Mérito de quem o pensou e construiu.

Da coleção, o Museu centra-se nos objectos correspondentes à época romana desde a fundação no ano 25 a.C. até à queda do Império no Ocidente no Séc. V d.C. A estas peças juntam-se outras épocas – Visigodos, época Islâmica e medieval.  As obras concentram-se sobretudo em esculturas, pinturas e utensílios. Para quem gosta, é um prazer deambular pelos largos corredores do museu.
Mérida, tornou-se na Península Ibérica no centro da arte romana. A visita a Mérida, uma cidade tão perto de Portugal , mas muito esquecida pelos portugueses, vale pela presença da época e testemunho do Império de Roma.

Por 12€ por pessoa acede-se a todos os  monumentos e museus romanos de Mérida, desde o teatro e anfiteatro romano capaz de acolher 15.000 e 6.000 espectadores respectivamente, daqui podemos sair para o Circo Romano no original com mais de 400m de largura, passando pelo Portico del Foro  até ao Templo de Diana. Sempre a pé, não deixar de entrar na Basílica de Santa Eulália, românica e debaixo da qual se pode visitar o templo original, ou antigo convento de Santa Clara – actualmente museu dedicado à época Visigoda. Os vestigios de roma passam ainda pela Ponte Romana, Aqueduto ou Casa de Miltreo.

Capital da Lusitánia, hoje capital da Extremadura espanhola, Mérida cedo começou a aproveitar este activo chamado Império Romano para se proclamar na capital Ibérica  da arqueologia e vestigios romanos.

De Mérida, podemos expandir a nossa visita a ciades vizinhas com tanto interesse e beleza como Cáceres e o seu núcleo histórico, um dos mais bem perservados da Europa e dos mais antigos locais de Espanha a receber o selo de Património da Humanidade. Em Cáceres uma outra história pode ser contada. Cáceres e Mérida juntas contam uma boa história do nosso passado.

Cidades a visitar:  Mérida; Cáceres

Esforço Físico: Moderado

Nº de Pessoas: 25 até 45 pessoas no máximo

Locais marcantes: Museu Nacional da Arte Romana; Teatro e Anfiteatro Romano; Circo Romano; Portico del Foro; Templo de Diana; Ponte Romana; Aqueduto; Casa de Miltreo

 

 

 

 

 

 

 

 

SEVILHA

Durante este ano de 2017, Sevilha celebra o IV Centenário do nascimento de Estebán Murillo. Pintor Sevilhano, notabilizou-se como grande representante do Barroco Andaluz, e com grande referência do chamado nacional catolicismo que seduziu a Europa com as belíssimas Imaculadas. Inovador, introduziu o naturalismo no Barroco.

Nasceu em Dezembro de 1617 e produziu mais de um milhar de trabalhos, chegando até aos dias de hoje apenas 425 trabalhos, sobretudo pinturas. Morreu em Cádiz em 1682 quando caiu de um andaime enquanto pintava um grande quadro em Óleo no covento dos Capuchinhos.

Durante este ano e parte do próximo as celebrações vão incluir exposições, simpósios, concertos, publicações e até uma festa barroca.

A catedral, o Hospital da Caridade, Igreja de Santa Maria Blanca ou Palácio Arcebispal são alguns dos lugares onde se podem ver obras de Murillo no seu local de origem, no entanto algumas obras espalhadas por outos museus vão regressar a Sevilha para fazer parte deste evento – muitas das obras sairam de Sevilha aquando das Invasões Francesas e não mais voltaram.

A pintura de Murillo tornou-se famosa com as Virgens Imaculadas que reflectiam o ar doce e compassivo que reconfortavam uma cidade que sofria as amarguras de uma peste que dizimou mais de metade da população Sevilhana.

Sevilha é uma cidade de ícons. Carregada de monumentos e locais a visitar, o mais dificil é escolher. Por nós, talvez nos deixemos deslumbrar pelos pátios Andaluzes e fazer deles um pretexto para conhecer melhor mais do que uma cidade.

 

O que visitar
Dividimos o roteiro por Bairros e por temáticas.
O nosso  primeiro roteiro começa pela exuberância e grandiosidade da Av. das Delicias que nos leva a passar pelo Palácio de San Telmo – um dos monumentos sevilhanos que mais alterações sofreu no que diz respeito à sua funcionalidade – já foi Universidade, Colégio Náutico, Arcebispado, Seminário Diocesano e agora é a Presidência da Comunidade Autónoma ; do Palácio passamos pelo vizinho edifico da Universidade – antiga Fábrica de Tabacos e que no Séc. XVIII foi maior construção Industrial da Europa. As largas avenidas levam-nos até ao Parque Maria Luísa, um enorme parque verde que envolve a majestosa e eloquente Praça de Espanha. Daqui podemos atravessar novamente o Parque Maria Luísa em direção à (quase) improvável Praça da América.

Outro dos roteiros, de tão turístico,  que se torna imprescindível, é juntar a  visita à Catedral de Sevilha, passando pelo Alcazar Real, juntando-lhe um passeio pelo tradicional Bairro de Santa Cruz. Aqui, convivem a monumentalidade dos grandes edifícios com as ruelas do bairro tradicional de Sevilha. Da Av. de La Constitución, ligam-se os caminhos para Igreja del Salvador,  com a sua belíssima e muito perto a Praça Nova e da Igreja da Anunciação, daqui seguimos pata Igreja do Sagrário, paredes meias com a Catedral o Pátio das Laranjas e a Giralda. Em frente à Catedral, fica o Palácio Episcopal, residência do Prelado, passamos pelo Real Alcazar até entramos no Bairro de Santa Cruz pela Rua Juderia. Aqui encontramos um conjunto sinuoso de ruas e praças que se traduzem na vida e  alma de Sevilha: Beco da Água , Praça Alfaro Jardins de Murillo, Praça de Santa Cruz, Praça das Cruzes, rua de Santa Teresa – onde se encontra o Convento de San José del Carmen que cotem objectos pessoais da Santa. De frente para o museu convento, encontra-se a Casa onde viveu o pintor Murillo, até chegarmos ao Hospital de Venerables Sacerdotes. Ao bairro de Santa Cruz, cola-se outro bairro bem típico de Sevilha conhecido pela Juderia -aqui a visita começa na Igreja de San Nicolas, bem na esquina da Igreja encontramos as Colunas Romanas. Perto, muito perto avista-se a Igreja de Santa Maria La Blanca, a Igreja de San Esteban e a Casa de Pilatos, onde chegamos ao Convento de Santa Maria de Jesus e à Igreja de San Isidoro.     

Existem outros dois percursos que merecem o nosso interesse. Um deles começa na Praça da Encarnação, local onde se encontra o estranho Metropol Parasol, um miradouro moderno que faz o contraste com todo o resto da cidade. Vizinha deste miradouro a Basílica de La Macarena – local obrigatório de visita. Dentro deste percurso a não perder a visita à Igreja de São Luís dos Franceses o Palácio da Duenãs, o Convento de Santa Paula  e um pouco mais distante a Igreja de La Madalena.

O ultimo percurso é junto ao rio Guadalquivir. Aqui, podemos começar na famosa praça de Touros La Real Maestranza, seguindo o rio até encontrarmos quarto edifícios cheios de história – Casa da Moeda, Hospital de La Caridad, Teatro Maestranza e a Torre del Oro. Atravessando a ponte de Triana, entramos noutra Sevilha; no final da ponte a Capela de Cármen, seguindo-se a Capela de Los Marineros e a Igreja de Santa Ana